segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Conceito de Qualidade

O que tem mais qualidade? Um Fusca ou uma Ferrari? Um celular da Samsung ou um da Apple? Uma multifuncional da Sharp ou uma da Kyocera? Para responder essas perguntas, é necessário ter o conceito correto com respeito a qualidade.


Antes de prosseguirmos, o que o conceito de qualidade tem a ver com impressão e computadores? Tem TUDO a ver! Pois, se você não entender o conceito correto desse assunto, poderá excluir da tua lista uma ampla gama de coisas que são ótimas! Só para exemplificar:

Imagine que você tenha uma impressora multifuncional de uma marca X. Você leva essa máquina para fazer as manutenções periódicas em uma autorizada. Lá na autorizada, um dos técnicos começa meio que desvalorizar sua máquina e a supervalorizar uma da marca Y. Ele começa a fazer um discurso, dizendo que a máquina da marca Y oferece excelente fidelidade de cor, enquanto a da marca X é uma das últimas opções nesse sentido. Além disso, o técnico diz coisas sobre tua máquina que parecem torná-la uma das piores opções possíveis! Você sai da autorizada com a ideia de que sua máquina da marca X é uma porcaria.

Esse exemplo, baseado em fatos reais, nos ensina uma coisa: é muito fácil descartar um item de excelente qualidade só porque um profissional ACHA que ele é ruim. Isso acontece com muita frequência. Quem é profissional honesto de determinada área sempre vai querer o melhor. No entanto, para estabelecer qual é o melhor no momento, é necessário entender qual oferece a solução mais acertada para o momento. Ou seja:

Melhor para o momento = Solução mais acertada para o momento

Começamos, então, a entender o conceito de qualidade. Mas, o que é qualidade?

Definição de qualidade
Em termos simples, qualidade é o "atributo que designa uma característica boa de algo ou de alguém" ou ainda "característica particular de um objeto ou de um indivíduo (bom ou mau)" - (Site Dicio). Ou seja, dizemos que um item é de qualidade quando ele apresenta características boas e que o tornam uma ótima opção para aquilo que temos em mente. No entanto, tem mais!

Conceito de qualidade
O conceito de qualidade vem de se entender o objetivo para o qual determinado item foi feito e se ele cumpre esse objetivo. Partindo desse conceito, e pensando no exemplo da Ferrari e do Fusca, qual tem mais qualidade? Depende. Se formos falar pensando no quesito "andar na lama", o Fusquinha ganha de lavada. Agora, se formos falar pensando no quesito "correr em Interlagos", a Ferrari é a nossa opção primária, talvez a única opção nesse caso. Qual é a ideia, então?

A ideia é que não devemos excluir um item só porque achamos ele mais barato ou de característica inferior a um outro. Para saber se tal item é de qualidade ou não, precisamos saber para qual objetivo ele foi feito. Assim, se uma impressora oferece menos fidelidade de cor do que outra, por exemplo, isso não significa que ela seja de menos qualidade, ou até ruim. Provavelmente essa impressora foi feita principalmente para pessoas ou empresas que não precisam de tanta fidelidade de cor, mas sim de algo que aguente uma grande carga de trabalho, cumprindo ela esse objetivo muito bem. É uma ótima opção para o objetivo pelo qual ela foi feita. 

Uma palavra final
Tendo o conceito correto sobre qualidade, conseguiremos analisar com muito mais clareza uma infinidade de itens que temos à disposição. O bom profissional não é aquele que só oferece o mais caro e o mais top da tecnologia, mas sim aquele que tem o melhor item para a circunstância do momento, mesmo que esse item seja bem mais em conta que o top de linha. Também, por termos o conceito correto de qualidade, conseguimos realizar nosso trabalho com bem menos desperdício. Assim, ao imprimir um boleto, por exemplo, não estaremos preocupados se o logotipo da empresa emissora ficou com as cores fiéis, mas sim se o código de barras e as informações impressas estão legíveis.

Conclusão
O objetivo deste artigo foi mostrar, BASICAMENTE, o conceito de qualidade. Procuramos compor um artigo simples e, ao mesmo tempo, exato. Se você perceber que alguma informação está incorreta, por favor, nos informe para que possamos consertar!


A GranPrint Center agradece tua atenção. Até a próxima!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Cores na Impressão - Teoria das Cores (Básico)

Para contribuir no entendimento, este artigo contém ilustrações e animações em alta resolução. Assim, dependendo da tua conexão com a Internet, ou mesmo do teu computador ou dispositivo, esses recursos poderão demorar um pouco para carregar, ok?

Basta olhar para qualquer canto e elas estão lá. Por causa delas, a beleza de um objeto pode ser realçada ou escondida. Sem elas, nossa visão de mundo seria totalmente diferente e sem graça. Do que estamos falando? 
Das amadas cores!


Cores... Essas fascinantes características do meio em que vivemos realmente nos dão prazer em viver. Imagine um mundo sem cor. Apesar de ainda, nessa situação, podermos viver e existir, a vida não teria tanta graça. Assim, as cores foram criadas para nos dar alegria e satisfação. 


As cores tornam esta praia ainda mais convidativa, não é?
(Fonte da imagem: https://quantocustaviajar.com/blog/roteiros-de-ate-7-dias-brasil/)

Mas o que são as cores?
Para entender o que são cores, temos que pensar no Sol e na luz. O Sol libera diversas ondas eletromagnéticas. Elas possuem diferentes comprimentos de onda e várias delas estão fora da nossa capacidade visual, fora do que é chamado espectro visível. O que enxergamos, e que conhecemos como luz, está entre as faixas ultravioleta e infravermelha (veja ilustração abaixo).

Espectro Visível
(Fonte da imagem: https://www.infoescola.com/fisica/espectro-eletromagnetico/)

As cores são os diversos comprimentos de onda que estão dentro do espectro visível. Ou seja, a cor azul tem um comprimento de onda, a cor verde tem outro e a cor vermelha tem outro. E já que cada comprimento de onda tem sua frequência, cada cor também tem sua frequência particular. Observe agora mais detalhes sobre o comprimento de onda e a frequência de cada cor:

(Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=203)

Assim, BASICAMENTE, cada cor é luz e um comprimento de onda pertencente ao espectro visível, tendo esse comprimento de onda sua frequência. Estabelecido isso, e não nos aprofundando muito no assunto, até que porque alguns outros detalhes serão dados no decorrer deste artigo, vamos continuar com o assunto principal: cores na impressão.

É de se esperar que as cores tenham parte fundamental na impressão. Vamos agora falar um pouco sobre as cores básicas que são usadas para imprimir e que compõem o chamado Sistema de Cor CMYK.

Sistema de Cor CMYK
Se você tem uma impressora que utiliza 4 cartuchos para imprimir, ou mesmo se você tem uma impressora a laser colorida, você já deve ter reparado que duas das 4 cores tem nomes estranhos: ciano (cyan) e magenta. As outras duas são o amarelo (yellow) e o preto (black). Juntas, as 4 cores formam o Sistema de Cor CMYK. Entenda:
C - Ciano (Cyan)
M - Magenta
Y - Yellow
K - Black (Preto) - Neste caso, não é por causa do K no final da palavra Black, mas sim porque a cor preta é a cor chave (Key). É a cor preta quem define detalhes da imagem e quem dá às outras cores o tom (azul claro ou azul escuro, por exemplo).


A grande maioria das impressoras coloridas utilizam esse sistema, não importa o tipo de impressão (jato de tinta, laser, offset, plana). Assim, mesmo aquelas impressoras a jato de tinta que só utilizam dois cartuchos possuem as 4 cores. Nesse caso, o cartucho colorido é dividido em 3 no seu interior.

O Sistema CMYK veio para por no papel as cores de um modo que seja o mais próximo daquilo que vemos na tela de nossos dispositivos eletrônicos. Isso porque, quando falamos de cor, precisamos saber que existem dois tipos dela: cor-luz e cor-pigmento. O quadro abaixo explica a diferença entre essas categorias:


Complementando a ideia apresentada no quadro, vamos entender o seguinte: substâncias que servem como pigmento absorvem e refletem as diversas cores (comprimentos de onda do espectro visível). Assim, se um pigmento "é" vermelho, por exemplo, ele vai absorver as outras cores (comprimentos de onda - com suas frequências - do espectro visível) e vai refletir o vermelho. Isso porque esse pigmento tem a capacidade de absorver os comprimentos de onda e suas frequências equivalentes às outras cores e refletir só o comprimento de onda e suas frequências equivalente ao do vermelho. Entenda pela ilustração a seguir:

(Fonte da imagem: https://pt.khanacademy.org/science/9-ano/materia-e-energia-9-ano/ondas-eletromagneticas/a/cor-luz-e-cor-pigmento)

Curiosidade: sabe o por quê de sentirmos mais calor quando usamos roupa escura em um dia de Sol? Observe a imagem acima e tente descobrir!
Resposta: a roupa escura, devido aos pigmentos usados, absorve mais comprimentos de onda do que roupas claras. Assim, a roupa preta absorve toda a luz/cor (comprimentos de onda do espectro visível) emitida pela fonte dela, o Sol. Resultado: calor de lascar! kkk

A explicação apresentada acima é BASTANTE simplificada, ok? A ideia deste artigo não é passar todos os detalhes científicos do assunto, mas trazer de forma simples esse assunto que é muito interessante. Bom, continuando, vamos ver como as cores do CMYK são formadas.

Sínteses Cromáticas
Dito de modo simples, para se formar as cores do Sistema CMYK, ocorre-se uma "mistura" entre as cores do Sistema RGB. Assim: 
Ciano: Azul com Verde
Magenta: Azul com Vermelho
Yellow: Vermelho com Verde
* O Black daqui a pouco será explicado. Aguarde! hehe

Duvida? Então, para te ajudar a visualizar isso, imagine o seguinte: você entra em um quarto escuro com 3 lanternas, cada uma com uma cor do Sistema RGB. Você acende as três lanternas e sobrepõe parcialmente as luzes delas. O que você verá será algo parecido com a animação abaixo:

Note que as cores CMY são formadas de acordo com a "mistura" das cores-luz do RGB. Agora, observou que a "mistura" das 3 cores-luz do RGB formou o branco? Isso não lembra aquela velha história de que "o branco é a mistura de todas as cores"? Mas tem um detalhe: quando a gente tentava misturar as cores, pintando-as em uma folha, por exemplo, não saia branco. Assim, vamos redefinir a ideia original: o branco é a mistura de todas as cores-luz, o que inclui as cores primárias do Sistema RGB, azul, verde e vermelho. Como curiosidade, se você fizer o que se chama de Disco de Newton (vídeo abaixo) e girá-lo bem rápido, conseguirá ter o mesmo resultado: a cor branca. As cores desse disco são as cores do arco-iris, que são formadas pelas cores primárias vermelho, verde e azul.

(Fonte: https://gfycat.com/plushfairastrangiacoral)

Observe que usamos a palavra "mistura" para descrever como cada cor do Sistema CMYK (com exceção do K) foi formada. Vamos trocar essa palavra por outra: síntese. E qual era o grupo das cores sintetizadas (vermelho, verde e azul)? Não eram cores-luz? Podemos dizer que, para formar as cores CMY ocorreram adições (somas) entre as cores RGB. Assim, a "mistura" entre as cores-luz RGB (cores primárias) para formar as cores CMY e o branco se chama Síntese Aditiva Primária. Nesta síntese, as cores CMY são secundárias. 

Mas, o que ocorre quando misturamos as cores CMY? Para saber, imagine a seguinte situação: você está em um ambiente iluminado e começa a misturar pigmentos com as cores CMY. Veja o que você obtêm:


Olha que interessante! As misturas entre as cores CMY resultam em vermelho, verde e azul. Assim sendo:
Vermelho: Magenta com Yellow
Verde: Ciano com Yellow
Azul: Ciano com Magenta 

E observe no centro. Qual é a cor resultante da síntese das 3 cores-pigmento? É o preto (em um tom meio cinza-escuro-esverdeado). Normalmente dizemos que a cor preta representa ausência de luz. Assim, para essa mistura, temos o seguinte nome: Síntese Substrativa Primária. Nesta síntese, as cores CMY são as primárias. Adicionalmente, duas outras razões que são apresentadas para chamarmos essa síntese de substrativa são as seguintes:

  • Nessa síntese, usa-se pigmentos e não luz. Assim, as cores tendem a ser menos luminosas e puxam para cores mais escuras (em direção à cor preta).
  • Entende-se que aquilo que receberá o pigmento (papel branco, por exemplo) reflete todas as cores, por ser branco. Assim, para que possamos ver as cores, o pigmento (ou tinta) absorve (subtrai) as cores que não o correspondem e reflete aquela (ou aquelas) que o definem. Por exemplo: o pigmento ciano subtrai (absorve) o comprimento de onda vermelho e reflete os comprimentos de onda azul e verde.
A cor preta
Este assunto merece um sub-tópico à parte. Nós vimos que a cor preta é formada pela mistura do trio de cores-pigmento. Só que essa cor preta é meio acinzentada, não tão forte. Para obtermos a cor preta de forma plena, precisaríamos de muito pigmento das outras cores. Daria pra fazer, então. No entanto, não concorda que, se fôssemos imprimir o preto utilizando os pigmentos das três cores, teríamos um gasto gigantesco com tinta, além de sobrecarregar o material impresso?  Por isso, nas impressoras em geral, além das três cores CMY, temos um espaço para inserirmos o pigmento preto. Isso gera economia e bom acabamento do material impresso.

Finalmente entendemos como as cores utilizadas na impressão (CMYK) são formadas. Mas, como elas interagem entre si a fim de formar uma bela imagem colorida impressa? Bom, não abordaremos este assunto agora. Futuramente, comporemos um artigo que esclarece esse tema interessante.

Conclusão
O objetivo deste artigo foi mostrar, BASICAMENTE, como as cores são formadas e como se possibilita que elas se façam presentes na impressão. Procuramos compor um artigo simples e, ao mesmo tempo, exato. Se você perceber que alguma informação está incorreta, por favor, nos informe para que possamos consertar!


A GranPrint Center agradece tua atenção. Até a próxima!